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JORNAL DA INCNTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Três anos de seguimento do tension free vaginal tape para o tratamento cirúrgico da incontinência urinária de esforço feminina.
    ULMSTEN, U; JOHNSON, P; REZAPOUR, M.
    Department of Obstetrics and Gynaecology, Uppsala University Hospital, Sweden. Br J Obstet Gynaecol ,v.106, p.345-50, 1999.

RESUMO

Objetivo: Estudar os resultados a longo prazo do tension-free vaginal tape (TVT), um novo procedimento cirúrgico ambulatorial para o tratamento da incontinência urinária de esforço feminina.

Planejamento do estudo:
Um estudo prospectivo aberto utilizando um protocolo padronizado para avaliação pré e pós operatória. PARTICIPANTES: Cinqüenta mulheres consecutivas participaram no estudo. Todas sofriam de incontinência urinária de esforço genuína. A idade média era de 57 anos (SD 11), 42 mulheres (84%) eram multíparas, 8 (16%) nulíparas.

Método Cirúrgico: O TVT implica na implantação de uma fita de prolene ao redor da uretra média por uma incisão vaginal mínima. O procedimento é executado sob anestesia local, permitindo ao cirurgião conferir no intra-operatório que a continência foi obtida.

Resultados: Todas as mulheres, exceto uma, puderam ser operadas em base ambulatorial sob anestesia local. O tempo médio de operação foi de 29 minutos (variação de 16 a 47). Noventa por cento das mulheres foram capazes de urinar espontaneamente dentro de 24 horas com volumes residuais insignificantes. Em outros 10% das mulheres um cateter teve que ser usado temporariamente. Não houve necessidade de cateterização pós-operatória prolongada (> 14 dias). A avaliação pós-operatória foi executada após 2 a 6, 12, 24 e 36 meses. De acordo com o protocolo, 86% das mulheres foram completamente curadas e outras 11% foram melhorados significativamente. Não foram observados sinais de deterioração dos resultados com o passar do tempo. Não aconteceu nenhuma deiscência ou rejeição da fita.

Conclusão: Consideramos que o TVT é um procedimento cirúrgico seguro e efetivo para o tratamento de incontinência urinária de esforço feminina. A técnica pode ser considerada como um procedimento ambulatorial executado sob anestesia local permitindo dar alta para a maioria das mulheres no mesmo dia ou um dia após o procedimento.

COMENTÁRIO EDITORIAL

Este é o primeiro estudo publicado com seguimento longo (3 anos) de pacientes submetidas a um novo tipo de tratamento ambulatorial da incontinência urinária de esforço (IUE). O TVT (Tension-Free Vaginal Tape) é uma alternativa cirúrgica pouco invasiva que vem ganhando aceitação entre urologistas e ginecologistas que se dedicam ao tratamento da IUE. Neste procedimento a fita de prolene é colocada sob a uretra, sem tensão, com o objetivo de reforçar os ligamentos pubouretrais, assegurando a fixação adequada da uretra média em relação ao púbis. Adicionalmente, a fita de prolene reforça a rede suburetral vaginal e suas conexões com os músculos pubococcígeos1,2. O procedimento é simples, fácil de ser executado (particularmente para os cirurgiões familiarizados com as técnicas de suspensão por agulha), com baixa morbidade, seguro e, até o momento, com altos índices de cura. O preço elevado do dispositivo, dificulta o seu uso de maneira generalizada em países pobres. Apesar do entusiasmo crescente com esta técnica, ainda persistem dúvidas sobre a sua real eficiência a longo prazo e da ausência de problemas comuns à utilização de materiais sintéticos (extrusão / infecção). Na história do tratamento da IUE temos encontrado técnicas pouco invasivas de tratamento, que foram apresentadas como uma solução mágica para todos os tipos de incontinência urinária e, excetuando-se os autores da técnica, resultados similares não foram reproduzidos por outros serviços. Os resultados a longo prazo obtidos pelos autores deste artigo são muito bons e, caso o TVT realmente passe no teste do tempo, pode se constituir na principal forma de tratamento cirúrgico da IUE.


1. Ulmsten U, Henriksson L, Johnson P, Varhos G. An ambulatory surgical procedure under local anesthesia for treatment of female urinary incontinence Int Urogynecol J, 7: 81-6, 1996.
2. Petros P, Ulmsten U. An integral theory and its method for the diagnosis and management of female urinary incontinence. Scand J Urol Nephrol, (Suppl 153): 1-93, 1993.

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