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JORNAL DA INCNTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Resultados do sling pubovaginal para a incontinência urinária de esforço: uma comparação prospectiva de 4 instrumentos para análise dos resultados.
    CHAIKIN, D. C.; BLAIVAS, J. G.; ROSENTHALl, J. E.; WEISS, J. P.
    Department of Urology, New York Hospital/Cornell Medical Center, New York, NY, and Morristown Memorial Hospital, Morristown, NJ. J. Urol., v.162, p.1670-1673, 1999

RESUMO

Objetivo: Atualmente, ao nosso conhecimento, não existem técnicas padronizadas para avaliar resultados após cirurgia para incontinência de esforço. Nós realizamos um estudo cego prospectivo para estimar a correlação entre as avaliações do médico e da paciente, e um teste do absorvente (pad test) validado e um diário miccional.

Material e Métodos: 84 mulheres foram avaliadas antes e após sling pubovaginal para incontinência de esforço com um diário miccional, teste do absorvente (pad test) e questionário de sintomas (avaliação da paciente) ministrado por uma terceira pessoa, segundo um ensaio às cegas. O cirurgião avaliou a história da paciente, o exame físico, o teste do absorvente (pad test) e o diário miccional mas ficou sem saber os resultados do questionário sobre os resultados cirúrgicos. No pré-operatório foram feitos o exame neurológico dirigido e o exame de video-urodinâmica que confirmaram a incontinência de esforço. As pacientes foram avaliadas pelo menos 1 ano após a cirurgia. Nós comparamos a avaliação da paciente (curada, melhorada ou falha do procedimento) ao resultado do teste do absorvente (pad test), diário miccional e avaliação do médico. O médico e a terceira pessoa que aplicou o questionário não conheciam as respectivas avaliações. Nós consideramos as pacientes com um teste do absorvente (pad test) de 0 a 2 ml como curadas, uma redução de volume de 50% ou mais como melhoradas e uma redução de volume menor que 50% como falha do procedimento. A avaliação pós operatória não diferenciou entre incontinência de esforço e urgeincontinência. O coeficiente Kappa foi utilizado para comparações estatísticas.

Resultados: A média de idade das pacientes foi de 58 anos e a média do seguimento para o grupo inteiro foi de 4 anos. A concordância entre os 4 instrumentos para avaliação dos resultados foi excelente ( k >0.9) com respeito às curadas/melhoradas versus falha do procedimento, mas somente boa para curadas versus melhoradas (k >0.5).

Conclusões: Os resultados após a cirurgia para a incontinência urinária pode variar dependendo de como a análise é realizada, de como a paciente é selecionada, da definição de sucesso e assim por diante. Nossos resultados indicam que um teste do absorvente (pad test) e um diário miccional são fidedignos e devem fazer parte do seguimento normal após a realização do sling pubovaginal para incontinência esfincteriana. Quando estes testes são usados conjuntamente com parâmetros bem definidos de sucesso há excelente concordância com as sensações das pacientes com respeito ao sucesso ou à falha da cirurgia. Contudo, estes instrumentos e métodos na melhor das hipóteses são imperfeitos.

COMENTÁRIOS

Existem diversas técnicas cirúrgicas para o tratamento da incontinência urinária de esforço e não existe, por enquanto, nenhum consenso em relação a eficácia das técnicas, nem padronização destas, que avaliem os resultados pós-operatórios.
Muitos estudos que avaliaram os resultados do sling pubovaginal para a incontinência de esforço são baseados em questionários aplicados às pacientes no pré e no pós-operatório. Estes estudos têm mostrado resultados bastante diversos, variando a taxa de sucesso de 70 até 100%. Outros estudos que avaliaram os resultados cirúrgicos em casos de urgeincontinência e na incontinência de esforço demonstraram que a taxa de sucesso pode ser bem menor (46%). Os autores do presente trabalho propõe a aplicação de um questionário respondido pelas pacientes no pré e no pós-operatório (imediato e tardio), uma avaliação realizada por um único cirurgião (o mesmo que operou as pacientes), um diário miccional e o pad test como instrumentos para investigar os resultados do sling pubovaginal. Embora os autores tenham demonstrado uma excelente correlação entre estes instrumentos, no que se refere à relação entre pacientes curadas ou melhoradas da incontinência e as que tiveram falha da cirurgia, e apenas uma boa correlação quando se cruzou os resultados das pacientes curadas x melhoradas x falhas cirúrgicas. Os problemas relacionados à aplicação do sling pubovaginal permanecem, quais sejam: padronização da cirurgia (tensão aplicada à uretra pelo sling), a seleção adequada das pacientes para este tipo de procedimento e formas adequadas (questionários e testes de continência entre outros) de avaliação dos resultados. 

Luiz Antonio Corrêa

 

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