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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Um método simples e objetivo de ajuste da tensão do sling
    NGUYEN, A.; MAHONEY, S.; MINOR, L.; GHONIEN,G.
    Department of urology of Tulane University School of Medicine, New Orleans, Louisiana. J. Urol., v.162, p.1674-1676, 1999

RESUMO

Objetivo: O Sling pubovaginal está obtendo uma aceitação generalizada como primeira opção de tratamento para a incontinência urinária de estresse tipo II e III. Entretanto o maior problema é a obstrução urinária pós-operatória devida à excessiva tensão aplicada ao Sling pubovaginal. Nós descrevemos um método simples e objetivo para ajuste intra-operatório da tensão do Sling que pode ser realizado pelo cirurgião durante a cirurgia de Sling pubovaginal.

Materiais e Métodos: um cotonete é inserido na uretra e colocado a nível da junção uretrovesical após a fixação do Sling suburetral e fechamento da mucosa vaginal. As suturas de suspensão são atadas diretamente na fascia do músculo reto abdominal com uma tensão suficiente para manter o angulo do cotonete entre 0 e 10 graus em relação ao plano horizontal. Um total de 29 pacientes com uma idade média de 62 anos foram submetidas à cirurgia de Sling pubovaginal com fascia do reto abdominal e de cadáver usando esta técnica para ajuste da tensão. Das pacientes 21 foram diagnosticadas com os tipos II e III de incontinência, 5 tinham somente o tipo II e 3 tinham somente o tipo III. A avaliação pré-operatória revelou instabilidade do detrusor em 5 pacientes. O tempo médio de cateterismo de demora no pós-operatório foi de 6,2 dias. A média de seguimento foi de 15,6 meses.

Resultados: Até o presente momento nenhuma retenção urinária permanente ocorreu. Das pacientes 15 urinaram sem dificuldade após a remoção da sonda uretral, 13 tinham dificuldade para urinar requerendo cateterismo intermitente por uma semana ou menos e 1 tinha retenção requerendo cateterismo intermitente por 10 semanas. Os sintomas pré-operatórios de instabilidade do detrusor resolveu-se em todos os casos. Instabilidade "de novo" do detrusor em 3 anos foi controlada com anticolinérgicos.

Conclusões: um ajuste super zeloso da tensão do sling tem sido reconhecido como uma das causas de falha do tratamento levando à obstrução uretral. Nossa técnica é efetiva em prevenir um super ajuste da tensão, é reproduzível e pode ser realizada por um único cirurgião.

COMENTÁRIOS

Existem vários métodos propostos para ajustar a tensão do Sling pubovaginal, entre outros pode-se citar a medida da pressão uretral durante o procedimento, o uso de ultra-sonografia intra-operatória para verificar a posição do colo vesical antes e depois de aplicada a tração do sling e a observação endoscópica do efeito do Sling para assegurar a coaptação das paredes anterior e posterior da uretra quando a tensão é aplicada.
Em todos estes procedimentos o cirurgião deve contar com a ajuda de um assistente. Os autores do trabalho em questão propõe um método que pode ser realizado por um único cirurgião utilizando um cotonete que, introduzido na bexiga e deixado a nível da junção uretrovesical, que é mobilizado aproximando-o da sinfise púbica (os autores preconizam que a posição do cotonete fique, em relação ao plano horizontal, entre 0 e 10º).
Concluíram, pelos resultados obtidos, que com este método evitaram um dos problemas relacionados à excessiva tensão aplicada ao Sling e que pode resultar em obstrução urinária no pós-operatório.
Este trabalho tem como maior mérito conter uma proposta simples para padronização do Sling pubovaginal.

Luiz Antonio Corrêa

 

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