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O tratamento de mulheres com IUE através de técnicas que visem o fortalecimento desta musculatura, com exceção de pacientes com prolapso genital, deve ser recomendado antes de se indicar qualquer procedimento cirúrgico 9. Outro autor comparando os resultados obtidos através de exercícios preconizados por KEGEL4 e os relatados após cirurgia, em 50 pacientes com IUE. Os autores constataram que, apesar dos melhores resultados observados nas pacientes que se submeteram à cirurgia, este procedimento foi evitado em 42% das mulheres que fizeram os exercícios. Além disso, as pacientes que utilizaram esta técnica para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, previamente à cirurgia, apresentaram melhores resultados no pós operatório.
PEATTIE 9 relataram estudo onde 30 pacientes utilizaram cone vaginal na fase passiva e a seguir, exercícios preconizados por KEGEL4 com duração de um mês cada etapa. No final do uso dos cones vaginais, observaram 70% de cura ou melhora da perda urinária. Os autores não obtiveram melhora clínica na segunda etapa. As pacientes que evoluíram com piora do quadro clínico, provavelmente, não conseguiram realizar adequadamente os exercícios da musculatura do assoalho pélvico.
Em nosso estudo, observamos diminuição da intensidade da perda urinária referida pela paciente também na fase ativa, elevando o percentual de pacientes curadas de 9,5% no final da fase passiva para 57,1% no final do tratamento. Provavelmente, isto ocorreu devido à utilização do cone, o que possibilitou contração adequada dos músculos do assoalho pélvico. Acreditamos ser um método importante para a paciente aprender a contrair a musculatura adequada, diminuindo a utilização simultânea de outros músculos. Assim, facilita a manutenção da melhora da atividade contrátil da musculatura, pois as pacientes devem introduzir os exercícios em sua rotina diária para que o efeito seja mantido após o término da terapêutica
2.
A única paciente que não apresentou melhora apresentava avaliação funcional do assoalho pélvico igual a zero
10. Submeteu-se ao tratamento cirúrgico, sendo realizado biópsia do músculo pubococcígeo, cujo estudo histomorfológico demonstrou degeneração importante das fibras musculares .
A paridade, o peso e o índice de massa corpórea não interferiram com os nossos resultados.
Efeitos colaterais com uso dos cones vaginais foram demonstrados em 10% das pacientes
2. As pacientes relataram dor na vagina e aumento do fluxo vaginal, porém, não foi necessário tratamento ou a interrupção da terapêutica. Em nosso estudo não houve nenhum efeito colateral 2.
Portanto, o tratamento de mulheres com IUE através de cones vaginais na fase passiva e ativa é efetivo e deve ser considerado como uma ótima alternativa terapêutica.