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A incontinência urinária é definida pela perda involuntária de urina, objetivamente demonstrável, causando um problema social ou de higiene1.
Na avaliação da incontinência urinária é necessário fazer-se uma anamnese completa com uma descrição detalhada das características da perda urinária. A maioria das mulheres relata um início insidioso dos sintomas2,3 . Estes sintomas de início abrupto são pouco usuais, devendo então descartar-se nestes casos patologias intra-vesicais tais como infecção, corpo estranho, tumor ou cálculo3.
O tabagismo, a obesidade, a constipação e as profissões que exigem levantamento e transporte de peso, podem acarretar num aumento constante da pressão intra-abdominal, comprometendo a qualidade do assoalho pélvico3.
A freqüência dos sintomas deveria proporcionar uma visão da intensidade da perda urinária e seus efeitos na qualidade de vida. Entretanto, a freqüência destes episódios de perda urinária avaliados desta maneira subjetiva não demonstram uma relação precisa da gravidade da incontinência urinária4. Sintomas tais como polaciúria e urgência miccional, muitas vezes associados a incontinência urinária, podem agravar ainda este quadro social, ou seja a urgência miccional com ou sem incontinência urinária pode apresentar um impacto maior na vida destas pacientes5.
O Teste do absorvente é um método que quantifica a perda urinária por meio da avaliação da variação do peso do absorvente após ingesta líquida e atividades físicas pré-estabelecidas1. O teste do absorvente de 1 hora quando comparado com a história clínica, ou ainda com outros métodos convencionais (teste de esforço e cistouretrografia miccional), é simples e pode ser utilizado em muitas pacientes, mesmo nas idosas 6 .
O propósito de nosso estudo foi avaliar o valor da avaliação propedêutica subjetiva (questionário) e objetiva (teste do absorvente) no diagnóstico da incontinência urinária feminina.