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Desordens do diafragma urogenital são causas comuns de anormalidades anatômicas e funcionais que acometem as mulheres, com maior frequência. Sua patogênese ainda não está totalmente esclarecida. Essas alterações estão associadas, em diferentes graus, com achados histológicos, clínicos e eletrofisiológicos de desnervação parcial crônica na musculatura do assoalho pélvico.
Um dos principais métodos eletrofisiológicos descritos na literatura para investigação da integridade neuronal das estruturas do assoalho pélvico são os reflexos sacrais. Representam contrações involuntárias de um esfíncter ou músculo pélvico em resposta à estimulação da glande peniana ou clitóris, uretra, colo vesical ou região perianal. Destes, os mais pesquisados são o reflexo pudendo-anal, vesico-anal, uretro-anal e anal.
Classicamente, os reflexos sacrais são utilizados na elucidação de alterações uroneurológicas, onde um defeito suprasacral ou sacral é suspeitado; investigação de incontinência retal e causas neurológicas de disfunção erétil.
Alguns centros têm utilizado a eletrofisiologia na investigação de algumas patologias genito-urinárias, possivelmente relacionadas com a inervação pudenda e autônoma pélvica. Prolapsos genitais, incontinência urinária, distúrbios sensoriais e anormalidades secundárias a partos e cirurgias vaginais são algumas alterações onde um componente neuropático tem sido associado.
Observar as variações de latência destes reflexos em mulheres normais, apesar de descrições da literatura demonstrarem estudos semelhantes bem documentados, constitui estágio fundamental para o aprendizado desta metodologia.