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Foram estudadas 101 mulheres distribuídas em dois grupos, de acordo com a presença ou não de perda urinária. A idade média no grupo G1 (n=51, com perda urinária) foi de 50 anos e no grupo G2 ( n=50, sem perda urinária) foi de 35 anos.
A média do índice de massa corporal no Grupo 1 foi de 28,05% e no Grupo 2 foi de 23,93% ( p< 0,05), mostrando que a obesidade é um fator predisponente na incontinência urinária.
Com relação ao número de micções diárias o Grupo 1 apresentou em média 6,47 micções/dia e o Grupo 2 foi 5,96, demonstrando uma correlação positiva com maior número de micções no Grupo 1 (p<0,05). Quando relacionamos a quantidade de líquidos ingeridos por dia, notamos que não houve diferença estatística significativa entre a ingesta líquida, que foi no Grupo 1, em média, de 1,52 litros, e no Grupo 2, em média, de 1,68 litros. Com relação à presença de noctúria, o Grupo 1 apresentou em média 1,35 contra 0,24 do Grupo 2, mostrando que as mulheres incontinentes levantam mais à noite para ir ao banheiro em relação às do grupo continente ( p<0,05).
Com relação à atividade física, 58% (29/50) das mulheres continentes praticavam alguma atividade física regularmente contra 29,4% (15/51) daquelas incontinentes. Houve diferença significativa entre os grupos (p<0,05). A atividade física é um fator determinante com relação à perda urinária, visto que no grupo de mulheres incontinentes, quando comparadas entre si, houve uma diferença significativa com relação à prática ou não de exercícios físicos regulares.
Naquelas pacientes com incontinência urinária, 27,5% apresentavam perdas urinárias quando ouviam o barulho da descarga do banheiro e em 49% ao entrar em contato com água corrente. No grupo de mulheres continentes este fator não determinou perda urinária em nenhuma mulher . Houve diferença significativa seja entre os grupos, ou seja entre as mulheres do grupo 1.
Com relação ao teste de interrupção do jato urinário ("stop test"), 25,5% (13/51) das mulheres incontinentes foram capazes de interromper o jato urinário contra 80% (40/50) daquelas que não perdiam urina. Houve diferença significativa entre os dois grupos mostrando que as pacientes continentes possuem melhor controle de seu assoalho pélvico (tabela 2).
Com relação ao teste do absorvente a média de perda urinária no Grupo 1 foi de 2,17 gramas e no Grupo 2 foi de 0,58 ( p<0,0001), demonstrando uma correlação positiva.