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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA


Seção Poster
 
 

Avaliação objetiva do assoalho pélvico em nulíparas: correlação das diferentes posturas.

Gameiro MO*; Miraglia LS*; Muchailh RC*; Souza VO*; Sartori D;
Baldacin DC**; Amaro JL***
Faculdade de Medicina de Botucatu – FMB / UNESP
* Fisioterapeuta ** Graduanda em Medicina ***Urologinecologista


RESUMO

INTRODUÇÃO: A avaliação da força muscular do assoalho pélvico (AP) é frequentemente realizada em posição ginecológica, sendo essa postura questionada por alguns autores 1, 2 .

OBJETIVO: Analisar a força muscular do assoalho pélvico em diferentes posições do corpo

PACIENTES E MÉTODOS: Foram estudadas 50 nulíparas saudáveis com média de idade de 23 anos. Avaliados dados pessoais, história clínica e índice de massa corpórea (IMC).
Foi realizada perineometria com sonda vaginal inflável (figura1) em 4 diferentes posições: decúbito dorsal com membros inferiores estendidos (P1), fletidos (P2), sentada (P3) e em pé (P4)(figura 2). Solicitadas 3 contrações sustentadas do assoalho pélvico por quanto tempo fosse possível.

 

 
RESULTADOS: A força do AP medida pelo perineômetro foi de 16, 15, 19 e 28 cmH2O em P1, P2, P3 e P4 respectivamente. A força muscular foi significativamente maior na posição sentada e em pé quando comparada às outras posições. E significativamente maior na posição em pé, quando comparada à posição sentada. O tempo de sustentação da contração muscular do AP foi maior em pé em relação às demais posturas (tabela 1).

CONCLUSÃO:
A força muscular do AP foi significativamente maior nas posições sentada e em pé. Demonstrando a importância de comparar essa medida em diferentes posições em mulheres incontinentes, uma vez que a perda urinária ocorre mais frequentemente em pé.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

REFERÊNCIAS

  1. Bo K, Kavarstein B, Hagen RR, Larsen S. Pelvic floor muscle exercise for the treatment of female stress urinary incontinence: II.Validity of vaginal pressure measurements of pelvicfloor muscle strength and the necessity of supplementary methods for control of correct contraction. Neurology and Urodynamics.2005; 9(5): 479-87.
  2. Thompson Ja, O´Sullivan PB, Briffa NK, Neumann P. Assessment of voluntary pelvic floor muscle contraction in continent and incontinent women using transperineal ultrasond, manual muscle testing and vaginal squeeze pressure measuements. Int Urogynecl J Pelvic Floor Dysfunct.2006; 17(6): 624-30.
  3. Madill SJ, McLean L. Relatioship Between Abdominal and Pelvic Floor Muscle Activation and Intravaginal Pressure During Pelvic Floor Muscle Contractions Healthy Continent Women. Neurourology and Urodynamics.2006; 25:722-30. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figuras

Figura 1.
Perineometro Dynamed
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 
a

Figura 3.
Diferentes posições do corpo P1, P2, P3 e P4.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela

Tabela 1.Correlação da força muscular do AP e tempo de contração nas diferentes posturas.

as

P1

P2

P3

P4

p (value)

           

FM(cm H2O)

16a

15a

19b

28c

P<0,05

           

Tempo de sustentação(seg)

7,26a

7,16a

7,68a

8,45b

P<0,05

a