JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA


Resumos Comentados
 
 

Predictors of Treatment Failure 24 Months After Surgery for Stress Urinary Incontinence

 

PURPOSE: We identified baseline demographic and clinical factors associated with treatment failure after surgical treatment of stress urinary incontinence.
MATERIALS AND METHODS: Data were obtained from 655 women randomized to Burch colposuspension or autologous rectus sling. Of those, 543 (83%) had stress failure status assessed at 24 months (269 Burch, 274 sling). Stress failure (261) was defined as self-report of stress urinary incontinence by the Medical, Epidemiological, and Social Aspects of Aging questionnaire, positive stress test or re-treatment for stress urinary incontinence. Nonstress failure (66) was defined as positive 24-hour pad test (more than 15 ml) or any incontinent episodes by 3-day voiding diary with none of the 3 criteria for stress failure. Subjects not meeting any failure criteria were considered a treatment success (185). Adjusting for surgical treatment group and clinical site, logistic regression models were developed to predict the probability of treatment failure.
RESULTS: Severity of urge incontinence symptoms (p = 0.041), prolapse stage (p = 0.013), and being postmenopausal without hormone therapy (p = 0.023) were significant predictors for stress failure. Odds of nonstress failure quadrupled for every 10-point increase in Medical, Epidemiological, and Social Aspects of Aging questionnaire urge score (OR 3.93 CI 1.45, 10.65) and decreased more than 2 times for every 10-point increase in stress score (OR 0.36, CI 0.16, 0.84). The associations of risk factors and failure remained similar regardless of surgical group.
CONCLUSIONS: Two years after surgery, risk factors for stress failure are similar after Burch and sling procedures and include greater baseline urge incontinence symptoms, more advanced prolapse, and menopausal not on hormone replacement therapy. Higher urge scores predicted failure by nonstress specific outcomes.

 

Comentário Editorial

 
A probabilidade de um procedimento cirúrgico para IUE resultar em sucesso ou insucesso, em linhas gerais, é bem conhecida. Aumentar a capacidade de estimar esta probabilidade especificamente para uma portadora de IU é salutar e pode ajudar a paciente a decidir-se ou não pelo “risco” de submeter-se à cirurgia. São vários parâmetros publicados como fator de risco para o insucesso cirúrgico como: falha cirúrgica ou cirurgia pélvica pregressa, IMC elevada, idade avançada, mobilidade discreta ou ausente do colo vesical à manobra de Valsalva e hiperatividade do detrusor. Neste trabalho randomizado foram observados como preditores de falha cirúrgica apenas a presença de escores elevados para urgeincontinência, prolapsos maiores (3/4) e hipoestrogenismo. Dos três parâmetros encontrados pelos autores como fatores de risco para falha cirúrgica, a reposição hormonal tópica deve ser adotada de rotina como coadjuvante pós-cirúrgico para portadoras de hipoestrogenismo. Para as outras condições é fundamental a orientação pré-cirúrgica dos riscos ligeiramente elevados de recidiva ou persistência dos sintomas em relação às não portadoras destes distúrbios.
 

Aparecido Donizeti Agostinho