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A incidência de Incontinência Urinária de Esforço (IUE) é subestimada, devido à relutância das pacientes em procurar assistência médica, ou por se sentirem constrangidas, ou por acharem que esse problema não é suficientemente grave para necessitar de avaliação médica 1, 2.
Em nosso meio estes problemas são agravados pela dificuldade da assistência médica e pelo conceito de alguns profissionais que interpretam essa incontinência urinária como o curso natural do envelhecimento da mulher.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento de incontinência urinária de esforço são multiparidade, menopausa e cirurgias pélvicas prévias. Predisposição genética (alteração da relação colágeno-elastina tecidual, número de receptores estrogênicos) pode contribuir para a gênese do problema 3.
A instituição de tratamento para pacientes portadoras de incontinência urinária de esforço deve ser amplamente discutida com a doente. Esse problema não leva, habitualmente, a riscos significantes para a saúde física de suas portadoras, e portanto, qualquer decisão, quanto ao tratamento, deve ser tomada em conjunto com a paciente.
É fundamental que a paciente realmente se sinta desconfortável com o problema e esteja disposta a enfrentar os riscos de um procedimento cirúrgico ou esteja motivada para iniciar e seguir protocolos de tratamento clínico, por vezes de longa duração.
Tabela 1: Vantagens e desvantagens do tratamento clínico ou cirúrgico.
Indicação: tratamento clínico Indicação: tratamento cirúrgico

Pré-requisito: Motivação
Indicações:
Paciente não quer se submeter a cirurgia

Pré-requisito: Informação
Indicações:
Falta de motivação para tratamento clínico
Falha no tratamento conservador

Vantagens:
Ausência de anestésia
Ausência de riscos de complicações cirúrgicas
Vantagens:
Eficiência a curto prazo
Tempo curto para obter resultado satisfatório
Desvantagens:
Protocolos de longa duração
Dependem do grau de motivação da paciente
Eficiência a longo prazo (?)
Desvantagens:
Eficiência declina com o passar dos anos
Complicações cirúrgicas e / ou anestésicas
A reeducação períneo-esfincteriana é uma alternativa terapêutica para pacientes portadoras de incontinência urinária de esforço (IUE). Este trabalho tem por objetivos demonstrar os princípios, indicações e resultados da eletro estimulação endovaginal e cinesioterapia no tratamento da IUE.