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A incontinência urinária feminina (IU) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como a perda involuntária de urina, demonstrada objetivamente, que causa problemas sociais e de higiene1. Pode ocorrer por perda do suporte anatômico da uretra e da bexiga2, que ocasiona hipermobilidade uretral e constitue-se na causa mais freqüente de IU, responsável por 90% dos casos3. Outra causa menos freqüente de IU é a insuficiência intrínseca do esfíncter uretral (10% dos casos), devido à perda de coaptação da mucosa (mucosa seal), decorrente do baixo nível estrogênico observado na menopausa. Cirurgias prévias para a correção da IU, mielodisplasia e lesão neurológica, também estão associadas à insuficiência intrínsica do esfíncter4.
A prevalência de IU depende de diversos fatores: idade, paridade, "status" hormonal4, bem como do método de investigação e do tipo de população estudada (institucionalizada ou não)5. A perda urinária ocasional em estudantes com idade inferior a 30 anos varia de 51 a 52% dos casos6,7,8. Em mulheres, entre 30 e 60 anos, foi observada uma prevalência de incontinência urinária que variou de 14 a 41%5,8,9,10,11,12,13,14 com média de 24,5%10,11,12,13.
Nosso objetivo foi avaliar a prevalência de incontinência urinária em mulheres atendidas no ambulatório geral do Centro de Saúde Escola de Botucatu – UNESP.