Os sintomas da fístula uretral estão na dependência de sua localização e tamanho. As fístulas proximais, com interferência no mecanismo esfincteriano, podem se manifestar com incontinência urinária contínua ou aos esforços. As fístulas mais distais estão associadas a queixas de jato urinário não direcional ou resultar em incontinência após a micção. Nestes casos a urina cai na vagina durante a micção e, quando a paciente assume a posição ereta, ocorre a perda urinária. Eventualmente a fístula é assintomática e não necessita de tratamento. Habitualmente existe história de um evento provocativo para o surgimento dos sintomas, como cirurgia na região, parto, radioterapia ou traumatismo externo, incluindo cateterismo uretral ou o uso de pessários por tempo prolongado.

É fundamental a avaliação criteriosa da existência de incontinência urinária de esforço associada à fístula uretrovaginal. Na série de 30 pacientes portadoras de divertículo uretral ou fístula uretrovaginal tratadas por Fall3, 20% das pacientes apresentaram incontinência urinária de esforço severa com necessidade de nova intervenção cirúrgica. Número significativo de pacientes (30%) apresentou incontinência urinária leve, sem necessidade de tratamento específico. Portanto, nos casos de incontinência urinária de esforço severa associada, procedimento cirúrgico específico deve ser associado ao fechamento da fístula.

A inspeção da uretra e, se necessário a uretrografia e a uretrocistoscopia confirmam o diagnóstico.