index.1.jpg (1480 bytes)

anim01.gif (51565 bytes)

JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

index.1.jpg (1480 bytes)
  • O significado do escore de sintomas da Associação Americana de Urologia na avaliação de mulheres com obstrução infra-vesical.
    Groutz, A.; Blaivas, J.G.; Fait, G.; Sassone, A.M.; Chaikin, D.C.; Gordon, D.
    Weill Medical College, Cornell University, New York, New York, USA.
    Urology, v.163, p. 207-11,2000


RESUMO

PROPÓSITO: O índice de sintomas da Associação Americana de Urologia (AUA) foi originariamente designado para avaliar a severidade dos sintomas do trato urinário baixo em homens com hiperplasia prostática benigna. Dados referentes à aplicação clínica do índice de sintomas da AUA para mulheres são escassos. Nós avaliamos a significância do índice de sintomas da AUA em mulheres com obstrução infra-vesical definida urodinamicamente.

MATERIAIS E MÉTODOS:
A partir de um banco de dados urodinâmicos de 587 mulheres consecutivas, 38 (6,5%) foram identificadas com obstrução infra-vesical, definida como um fluxo urinário máximo de menos de 12 ml/s em repetidos estudos de urofluxometria não invasiva e uma pressão do detrusor com fluxo máximo maior que 20 cm H2Ode água durante o estudo fluxo/pressão. Todas as pacientes foram submetidas a uma avaliação clínica e urodinâmica, e completaram o questionário do índice de sintomas da AUA. Os resultados em mulheres com obstrução urodinâmica foram comparadas com aquelas dos dois grupos controle, incluindo mulheres sem obstrução mas com incontinência esfincteriana e mulheres saudáveis assintomáticas.

RESULTADOS: O escore médio de sintomas foi significantemente maior em mulheres com obstrução do que naquelas com incontinência esfincteriana ou sem sintomas (15,8+/-8,4 contra 10,3+/-6,4 e 2,1+/-2,7, respectivamente). Do mesmo modo, os escores foram classificados como severo em 34% das mulheres com obstrução comparadas com apenas 7% daquelas com incontinência esfincteriana. Contudo, não foi notada correlação entre o os escores do índice de sintomas e parâmetros urodinâmicos objetivos, de maneira similar aos dados relatados em populações masculinas.

CONCLUSÕES: O índice de sintomas da AUA pode ser útil como um índice de incômodo em mulheres com obstrução infra-vesical. Contudo, sintomas subjetivos associados com obstrução infra-vesical são inespecíficos e uma avaliação urodinâmica completa é essencial para estabelecer o diagnóstico.

COMENTÁRIO EDITORIAL

Índices de sintomas são criados com o intuito de tornar "objetivo" algo essencialmente subjetivo, as queixas do paciente. São criadas perguntas e atribuídos valores e pesos para os sintomas que, quando somados, devem permitir a inclusão do paciente em uma categoria: leve, moderada ou intensa. Os achados permitiriam, inicialmente, avaliar a "gravidade" do problema e comparar, a partir do momento inicial, os resultados obtidos com o tratamento inicial. O primeiro problema destes índices é a falta de especificidade pois vários distúrbios podem levar a sintomas do trato urinário inferior. Além disto, paradoxalmente, embora o objetivo primordial destes índices seja tornar objetivo e menos intuitiva a avaliação dos sintomas, não foi demonstrada correlação entre o escore de sintomas e parâmetros urodinâmicos de obstrução. O trabalho de Groutz et al demonstra que o índice da AUA pode ser aplicado também em mulheres. Falta definir apenas para quê, realmente, este índice pode ser utilizado.

Aparecido Donizeti Agostinho

index.1.jpg (1480 bytes)

| Resumos Comentados  | Links | Seção Experimental | Ponto de Vista | Autores | Apoio |
| Fórum de Discussão | Seçao Pôster | Artigos de Revisão | Atualidades | Calendário | Conselho Editorial | Home |