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JORNAL DA INCNTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Tratamento conservador da incontinência urinária de urgência em mulheres: uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados.
    Berghmans, L.C.; Hendriks, H.J.; De Bie, R.A.; Van Doorn, E.S.; Bo, K.; Van Kerrebroeck, P.E.
    Department of Urology, University Hospital Maastricht, The Netherlands.
    Br. J. Urol Int., v. 85, p. 254-63, 2000

RESUMO


OBJETIVO:
Avaliar a eficiência do uso das terapias físicas como primeira linha no tratamento da incontinência urinária de urgência (IUU) em mulheres, usando uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados (ECR).

MATERIAIS E MÉTODOS: Pesquisa manual e auxiliada por computador foi efetuada para ECR publicados entre 1980 e 1999 investigando o tratamento da IUU definida pelas palavras-chave "Terapias físicas", tais como (re)treinamento vesical (incluindo tratamento "comportamental", exercícios da musculatura do assoalho pélvico (EMAP), com ou sem biofeedback e/ou estimulação elétrica). A qualidade metodológica dos ensaios incluídos foi avaliada utilizando-se critérios metodológicos, baseados em princípios gerais aceitos de pesquisa intervencional.

RESULTADOS: Quinze ECR foram identificados; a qualidade metodológica dos estudos foi moderada, com escore médio (variação) de 6 (3-8,5) (máximo possível de 10). Oito ECR foram considerados de qualidade suficiente, isto é escore de validade interna de >/= 5,5 pontos em uma escala de 0-10, e foram incluídos em uma análise posterior. Baseado em critérios de níveis de evidência, há evidências fracas para sugerir que o (re) treinamento vesical é mais efetivo que a ausência de tratamento (controles), e que o (re) treinamento vesical é melhor do que a terapia medicamentosa. Tipos de estimulação e parâmetros nos estudos de estimulação elétrica foram heterogêneos. Há evidências insuficientes de que a estimulação elétrica é mais efetiva do que a estimulação elétrica simulada. Até o momento há muito poucos estudos para avaliar os efeitos dos EMAP com ou sem biofeedback, e do treinamento miccional para mulheres com IUU.

CONCLUSÃO: Embora quase todos os estudos incluíram resultados positivos relatados em favor das terapias físicas para o tratamento da IUU, mais pesquisa de alta qualidade metodológica é requerida para avaliar os efeitos de cada método na série das terapias físicas.

COMENTÁRIO EDITORIAL

O tratamento da IUU constitui um desafio para o urologista. Embora a incontinência urinária de esforço seja mais prevalente, a urgeincontinência determina impacto psicológico negativo maior, pois a perda urinária, neste caso, ocorre em situações imprevisíveis. Experiências individuais isoladas e vários estudos demonstraram que o tratamento comportamental, os exercícios da musculatura do assoalho pélvico e a eletroestimulação puderam ser utilizados com sucesso no tratamento destas pacientes1. Entretanto, quando estes trabalhos foram submetidos a análise criteriosa observam-se falhas metodológicas importantes e carência de estudos bem conduzidos. No estudo de Berghmans et al foram revisadas 81 publicações entre 1980 e 1999, sendo que, destas, 16 eram resumos. Foram selecionadas apenas 15 publicações completas em língua inglesa, alemã ou holandesa que preencheram todos os critérios de inclusão dos autores. Com base em critérios rígidos, estes trabalhos não puderam definir a real eficiência do tratamento conservador bem como a melhor forma de terapia da incontinência urinária de urgência. Há muito que se fazer ainda na terapia da IUU.

Aparecido Donizeti Agostinho


1- Gameiro, M.O.; Amaro, J.L. Eletroestimulação endovaginal e cinesioterapia no tratamento da incontinência urinária feminina. J. Fem. Ur. Incont. (jinuf.org.br), V. 3, Seção Poster, 2000.

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