As fístulas vésico-uterinas são complicações pouco freqüentes, ocorrendo entre 1 e 4% das fístulas urogenitais. Normalmente ocorrem como conseqüência de partos complicados, de processos inflamatórios pélvicos ou ainda como complicações decorrentes da irradiação de tumores da região pélvica1.

Semelhante à maioria das fístulas urogenitais, o sintoma mais freqüente é a incontinência urinária, acarretando problemas físicos, como infecção urinária, dermatite amoniacal e também problemas psicossociais2.

Historicamente no tratamento de fístulas vésico-uterinas têm sido utilizados métodos clínicos ou procedimentos pouco invasivos ou até tratamentos cirúrgicos. Há vários relatos de cura espontânea destas fístulas, o que justifica uma abordagem inicial conservadora nas pacientes diagnosticadas no período puerperal3.