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O envelhecimento da população tem cursado com maior número de mulheres apresentando prolapso vaginal sintomático.Estudos populacionais recentes demonstraram que 11,1 - 29,2% das mulheres adultas podem necessitar de cirurgia para correção ou de re-operação de prolapso vaginal1. Mulheres com prolapso vaginal, tipicamente referem exteriorização do mesmo pela vagina (Fig. 1). É importante que o médico avalie cuidadosamente cada paciente para determinar qual segmento (ou segmentos) que apresentam prolapso, como também avaliar o grau de comprometimento do suporte da cúpula vaginal. Mulheres que se submeteram a histerectomia, depressões vaginais são tipicamente visualizadas em ambos os lados da linha media da cúpula vaginal. Estas depressões representam as inserções dos ligamentos utero-sacros no ápice da vagina. No planejamento da cirurgia de reconstrução, a localização precisa do ápice vaginal é fundamental para a restauração satisfatória de anatomia normal.

Deve se estar atento para não confundir prolapso de cúpula vaginal com prolapso de parede vaginal anterior (cistocele) ou posterior (retocele). O prolapso de cúpula vaginal, ocorre tipicamente associado a enterocele. É importante suspender e fixar a cúpula vaginal quando está se reparando uma enterocele, e vice-versa.

Correlações Anatômicas

Prolapso vaginal resulta, na maioria das vezes, do estiramento dos ligamentos utero-sacrais externos à vagina, em mulheres que foram submetidas à histerectomia. Em mulheres não histerectomizadas, o estiramento dos ligamentos utero-sacrais devido à fraqueza intrínseca do tecido conjuntivo pode resultar em prolapso de cúpula vaginal. Um esgarçamento fascial transversal ou longitudinal, na cúpula vaginal, com conseqüente ruptura da fáscia, pode facilitar o desenvolvimento do prolapso vaginal. Na correção do prolapso, é importante a identificação das fáscias esgarçadas, para repará-las.

Função vesical.

Mulheres com prolapso vaginal apresentam várias formas de disfunções vesicais, incluindo, retenção urinária, urgência, polaciúria e incontinência urinária de esforço. Na avaliação da função vesical em portadoras de prolapso vaginal, este deve ser reduzido antes do exame. Visualização de perda de urina durante o exame ginecológico, nesta circunstância, está fortemente associada com a presença de deficiência intrínseca do esfíncter uretral, que deve ser comprovada, pois, esta disfunção, necessita de tratamento específico durante a cirurgia de correção do prolapso. O estudo urodinâmico prévio à terapêutica cirurgica, para avaliação da função do esfíncter uretral é fundamental.