barresu.gif (2603 bytes)

A bexiga, a uretra e a musculatura do assoalho pélvico formam a unidade funcional responsável pela continência urinária. As estruturas anatômicas da pelve se dividem em passivas e ativas1. As passivas são formadas pelos ossos pélvicos (coxais e sacro), fáscias visceral e parietal. As condensações da fáscia parietal e visceral (fáscia endopélvica) associadas a fibras musculares lisas formam ligamentos e músculos, que vão sustentar a bexiga e uretra 2,3,4. A porção desta fáscia que adere ao útero é chamada de paramétrio e aquela aderida à vagina paracolpo, tendo como principais componentes os ligamentos uterosacro e cardinal.
As estruturas anatômicas ativas compreendem os componentes neuromusculares, responsáveis pela manutenção do tonus e contração muscular em resposta a aumento súbito da pressão abdominal. Nas regiões laterais do assoalho pélvico identificamos duas estruturas denominadas arcos tendíneos do elevador do ânus e da fáscia da pelve, constituídas por tecido conectivo, importantes no suporte do músculo elevador do ânus, parede vaginal anterolateral e uretra3. O suporte da uretra é freqüentemente denominado ligamento pubouretral, incluindo ligamentos fasciais e musculares do arco tendíneo da fáscia da pelve. Estas estruturas estão presentes no terço distal da uretra, única porção da uretra fixa ao púbis5.
DeLancey e al.6, em 1992, introduziram o conceito de que o tecido conectivo suporta a pelve em 3 níveis: o nível I é constituído pelos ligamentos uterosacrais e cardinais; nível II, pelos ligamentos da vagina média e nível III, pela fusão da vagina com estruturas que envolvem a uretra, elevador do ânus, músculo perineal e corpo do períneo.

bot2.gif (1517 bytes)


References:

1-STROHBEHN, K., De LANCEY, J.O.L. The anatomy of stress incontinence. Oper. Tech. Gynecol. Surg., v.2, p.5-16, 1997.

2-DeLANCEY, J.O.L. Anatomy of the female pelvis. In: THOMPSON J.D., ROCK J.A. (Eds.) TeLinde's operative gynecology. 7.ed. Philadelphia: JB Lippincott, 1992a. p.33-65.

3-NORTON, P.A. Pelvic floor disorders: the role of fascia and ligaments. Clin. Obstet. Gynecol., v.36, p.926-38, 1993.

4-WEBER, A.M., WALTERS, M.D. Anterior vaginal prolapse: review of anatomy and techniques of surgical repair. Obstet. Gynecol., v.89, p.311-8, 1997.

5-STROHBEHN, K. Normal pelvic floor anatomy. Urogynecol. Pelvic Floor Dysf., v.25, p.683-705, 1998.

6-DeLANCEY, J.O.L. Anatomic aspects of vaginal eversion after hysterectomy. Am. J. Obstet. Gynecol., v.166, p.1714-28, 1992b.

7-LIMA, S.V.C. Neurofisiologia da micção. In: D’ANCONA, C.A.L., RODRIGUES NETO JR, N. Aplicações clínicas da urodinâmica. Campinas: Cartgraf, 1995. p.9-14.

8-HUISMAN, A.B. Aspects on the anatomy of female urethra with special relation to urinary incontinence. Contrib. Gynecol. Obstet.,v.10, p.1-31, 1983.

9-GOSLING, J.A., DIXON, J.S., CRITCHLEY, H.O.D. et al. A comparative study of the human external sphincter and periuretral levator ani muscles. Br. J. Urol., v.53, p.35, 1981.

index.1.jpg (1480 bytes)

| Resumos Comentados  | Links | Seção Experimental | Ponto de Vista | Autores | Apoio |
| Fórum de Discussão | Seçao Pôster | Artigos de Revisão | Atualidades | Calendário | Conselho Editorial | Home |