A incontinência aos esforços é uma condição que afeta diretamente a qualidade de vida das pacientes. O tratamento cirúrgico ideal seria aquele isento ou com o mínimo de morbidade aliado à uma alta taxa de sucesso (paciente seca).
O TVT é uma técnica recente. O único follow-up de 5 anos existente é o do seu inventor (Ulmsten), mas nos deixa otimistas pois as taxas de cura iniciais e à longo termo equiparam-se às das cirurgias clássicas reconhecidamente eficazes (Burch4,5 e Sling6) com a vantagem da menor morbidade. Além disto algumas casuísticas2 têm mostrado melhora dos sintomas irritativos decorrentes de hiperatividade do detrusor. Levando-se em consideração que os sintomas irritativos decorrentes de hiperatividade do detrusor têm um maior impacto na qualidade de vida das pacientes, considera-se um achado importante.
O caso acima descrito nos permite dizer que o TVT pode ser usado com sucesso, uma segunda vez, na mesma paciente, principalmente quando a causa da falha se deveu à erro de técnica e não de indicação (no caso descrito foi o fato de termos suturado a faixa com fio absorvível ).
Mais estudos devem ser realizados para comprovar a reprodutibilidade do método e o sucesso à longo prazo (5 anos ou mais) em outros serviços e para podermos definir quais seriam os casos que o TVT pode ser repetido em uma mesma paciente.