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MTS, 42 anos, branca, solteira, nulípara, portadora de incontinência urinária mista (associação de incontinência aos esforços e instabilidade vesical) demonstrada objetivamente por técnicas urodinâmicas conforme recomendações da ICS (Sociedade Internacional de Continência)2 . Após tratamento clínico com taratarato de tolterodina 4mg/dia houve melhora do quadro de urgência e urge incontinência e persistência da incontinência aos esforços.
No dia 26/08/99 foi realizado o TVT na mesma paciente, segundo técnica descrita por Ulmsten3. Durante a passagem da agulha, houve perfuração vesical à esquerda diagnosticada pela cistoscopia intra-opratória realizada de rotina. A agulha foi retirada (como nos foi ensinado) através de secção da faixa de Prolene na linha mediana (abaixo da uretra média). Desta forma mantivemos a faixa da direita já passada adequadamente e retiramos a faixa da esquerda responsável pela perfuração vesical. Passamos novamente a faixa à esquerda sem problemas (esta nova faixa também foi seccionada ao meio). As duas extremidades das faixas esquerda e direita foram então suturadas na linha mediana (abaixo da uretra média) com fio Vicryl® rapid 3-0 (Ethicon). O restante do procedimento evoluiu sem intercorrências de forma usual. No seguimento de 1 mês após o procedimento a paciente queixou-se de corpo estranho na vagina, incontinência aos esforços, urgência e urge incontinência. No exame percebeu-se a extrusão da faixa pela borda da cicatriz cirúrgica. O TVT foi então retirado com anestesia local na área em que era visível. Os sintomas continuaram persistentes exceto pela melhora da urge incontinência e frequência controlada por medicação (taratarato de tolterodina 4mg/dia).