O tratamento da incontinência urinária por estimulação elétrica intravaginal e fisioterapia do assoalho pélvico, representa uma alternativa a outras terapias. Com o objetivo de avaliar a eficácia desse tratamento os autores estudaram 20 pacientes.
De janeiro de 1998 a julho de 1999, 20 mulheres com média de idade de 55 anos foram estudadas. Todas as pacientes apresentavam incontinência urinária de esforço e 85% destas, incontinência de urgência, com seguimento médio de 3 meses. Os critérios de seleção foram baseados na história clínica, avaliação objetiva da musculatura perineal com perineômetro e estudo urodinâmico. O protocolo de tratamento consistiu de 3 sessões semanais de eletroestimulação durante 14 semanas usando o equipamento da INNOVA. A partir da 5ª semana, a fisioterapia foi iniciada, associada a estimulação elétrica.
Através do teste do absorvente, houve redução de 14 grs para 4 grs na perda urinária no pós-tratamento (p < 0,01). A avaliação objetiva da força muscular em todas as pacientes revelou aumento significativo no pós-tratamento (p < 0,01). Mais de uma centena de procedimentos cirúrgicos ou tratamentos conservadores foram realizados para o controle da incontinência urinária. O grande número de procedimentos revela que embora tenham sido feitos progressos nessa área, não há um tratamento ideal para incontinência urinária de esforço. Resultados satisfatórios podem ser alcançados principalemnte com pacientes que estão relutantes a cirurgia devido a problemas pessoais ou clínicos, ou devido a contra-indicações cirúrgicas.

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