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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Malha antimicrobiana contra "sling" de parede vaginal: uma análise comparativa de resultados.
    Choe, J.M.; Ogan K.; Battino B.S.
    Centro de Continência e Urodinâmica, Divisão de Urologia, Universidade de Cincinnati, Centro Médico, Cincinnati, Ohio.


RESUMO

Propósito: Comparamos prospectivamente a rede antimicrobiana (MycroMesh*) e o "sling" da parede vaginal anterior utilizando uma análise de resultados.

Materiais e Métodos: Entre agosto de 1997 e novembro de 1998 implantamos "slings" transvaginais em 40 mulheres consecutivas randomizadas em grupos para o uso de malha sintética (20) ou parede vaginal (20). Todas as pacientes apresenavam incontinência urinária de esforço documentada por exame urodinâmico pré-operatório. Nós comparamos prospectivamente dados dos resultados pós-operatórios obtidos dos exames pélvicos, teste de esforço com a tosse, teste do cotonete e as pacientes responderam questionários validados com o uso de uma escala analógica visual.

Resultados: Seguimento completo foi obtido em todas as pacientes. O seguimento médio foi de 22 meses (variação de 12 a 27). A incontinência de esforço foi curada em 95% das pacientes no grupo da malha e 70% no grupo da parede vaginal, e o prolapso pélvico foi curado em 100% e 95%, respectivamente. Urgeincontinência transitória "de novo" foi notada em 12,5% no grupo malha e 14,3% do grupo de parede vaginal. O ângulo médio do cotonete no pós-operatório durante Manobra de Valsalva foi de 20 e 45 graus para os grupos da malha e parede vaginal, respectivamente. A incidência de retenção urinária e erosão de tecido foi de 0% para ambos os grupos. A taxa de satisfação foi de 100% e 80% para a malha e a parede vaginal, respectivamente.

Conclusões: O malha antimicrobiana de MycroMesh foi superior ao "sling" de parede vaginal para correção de incontinência de esforço e prolapso pélvico com baixa morbidade comparativamente.

COMENTÁRIO EDITORIAL

Neste trabalho, provavelmente pela casuística pequena, Choe e colaboradores não observaram diferença estatística significante em relação às taxas de cura da incontinência urinária de esforço ou à morbidade comparativa entre as duas técnicas empregadas. Apesar disto os autores concluíram que o Malha MycroMesh era superior ao "sling" de vagina na correção da IUE e com morbidade menor. Os resultados obtidos (100% de cura) e sem as principais complicações observadas com o implante de material sintético (infecção, erosão e extrusão) possivelmente tornam o MycroMesh um bom material para ser utilizado em pacientes portadoras de IUE. As limitações do trabalho, entretanto devem ficar claras:

  1. casuística pequena.
  2. comparação com técnica ("sling" de vagina), com índices de sucesso reconhecidamente inferiores às do "sling" pubovaginal clássico (pelo menos nas mãos da maioria dos cirurgiãos).
  3. Seguimento curto. Embora a maioria das erosões e das recidivas da IUE ocorra após um ou dois anos de seguimento, respectivamente, as erosões podem ocorrer até 7 anos após a colocação de material sintético e os índices de sucesso da cirurgia tendem a decrescer com o seguimento pós-operatório.

Aparecido Donizeti Agostinho

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