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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Injeção periuretral de colágeno para incontinência de estresse com e sem hipermobilidade uretral.
    Steele, A.C.; Kohli, N. and Karram, M.M.
    Obstetrics & Gynecology 95(3): 327-331, 2000.


RESUMO

PROPÓSITO: Um estudo piloto foi executado para avaliar a conveniência do silicone como uma substância para a colocação suburetral na forma de "sling". A utilização da bainha do músculo reto abdominal pode ser demorada e resultar em morbidez aumentada. Materiais sintéticos ajustáveis de força consistente estão disponíveis. O silicone tem sido utilizado previamente com sucesso e foi escolhido para este ensaio.

MATERIAIS E MÉTODOS: "Slings" foram inseridos em 7 mulheres com incontinência urinária de esforço. Das pacientes, 3 tinham história de cirurgia para continência e se apresentaram com mobilidade vaginal reduzida, e 2 que não tinham sofrido cirurgia para continência previamente tinham deficiência esfincteriana intrínseca.

RESULTADOS: Em todas as mulheres a incontinência urinária de esforço foi subjetivamente curada. Porém, depois que 7 "slings" foram inseridos o estudo foi terminado devido à taxa de complicação alta relacionada à erosão e formação de sinus em 5 "slings" que foram removidos. As complicações desenvolveram imediatamente ou até 11 meses depois da inserção do "sling". A continência foi mantida em 4 das 5 mulheres depois da remoção dos "slings".

CONCLUSÕES: O silicone é um material impróprio para a colocação suburetral quando usado como descrito em nossos casos, precaução deveria ser exercitada ao colocar "slings" de silicone neste local.

COMENTÁRIO EDITORIAL

Os principais objetivos de Ducket e Constantine eram encontrar um material sintético que permitisse evitar os inconvenientes do "sling" de faixa aponevrótica (aumento do tempo cirúrgico, dor persistente no período pós-operatório, queda da eficiência a longo prazo) bem como evitar as complicações dos materiais sintéticos comumente utilizados (erosão, extrusão, infecção e dificuldades cirúrgicas caso houvesse necessidade de retirada do "sling"). O silicone, por suas características biofísicas, seria uma opção teórica atraente por ser relativamente inerte. Os autores concluíram que, na prática, a persistência do "sling" de silicone sem incorporação aos tecidos adjacentes, determinou índices de complicações inaceitáveis, com necessidade de remoção do "sling" em 71% das pacientes e consideraram o material impróprio para o uso na forma de "sling".

Aparecido Donizeti Agostinho

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