index.1.jpg (1480 bytes)

anim01.gif (51565 bytes)

JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

index.1.jpg (1480 bytes)
  • A deficiência esfincteriana intrínseca pode ser uma complicação da histerectomia simples?
    Morgan JL, O´Connell HE, McGuire EJ. J. Urol., v.164, p.767-9, 2000.


RESUMO

PROPÓSITO: Algumas cirurgias pélvicas causam deficiência esfincteriana intrínseca que pode resultar em incontinência urinária de esforço. A histerectomia simples, utilizada para correção de patologias benígnas, normalmente não está relacionada a este grupo de cirurgias. Os autores avaliaram a relação entre histerectomia simples e a ocorrência de deficiência esfincteriana intrínseca.

MATERIAIS E MÉTODOS: Estes realizaram estudo com grupo-controle para identificar a possível associação entre histerectomia simples e deficiência esficteriana intrínseca. Para tanto, avaliaram, em sequência, 387 mulheres com diagnóstico de incontinência urinária. Deste grupo, entre 1995 e 1997 foram identificadas 67 pacientes com historia de histerectomia e 67 (controles) sem cirurgia prévia. Comparações posteriores foram feitas após formar subgrupo com baixo risco para deficiência esfincteriana intrínseca. Todas as pacientes foram avaliadas por técnicas de vídeourodinâmica e abdominal leak point pressure foi determinada.

RESULTADOS: deficiência esfincteriana intrínseca estava presente em 48% das pacientes histerectomizadas e em 24% dos controles. Nas pacientes consideradas com baixo risco, observou-se esta patologia em 52% nas pacientes histerectomizadas e em 21% nas do grupo controle.

CONCLUSÕES: Nesta população de pacientes incontinentes, a presença de deficiência esfincteriana intrínseca, diagnosticada em função da baixa abdominal leak point pressure, parece ser uma complicação de histerectomia simples.

COMENTÁRIO EDITORIAL

Deficiência esfincteriana intrínseca, tambem chamada incontinencia urinaria de esforço tipo III, geralmente ocasiona perdas significativas de urina. Normalmente esta ocorre em casos de lesao da inervaçao uretral, como na panhisterectomias, onde h´a dissecçoes p´´elvicas extensas e a denervaçao uretral. Outro fator de agressao uretral e posterior desenvolvimento de incontinência tipo III e a ocorrência de isquemia uretral, por lesão vascular, como nos casos de sondagens de demora, radioterapia e em cirurgias uretrais (diverticulectomias).
Neste artigo, os autores identificam a histerectomia simples como uma das causas de incontinencia tipo III. Neste tipo de estudo, caso-controle, para que possamos considerar validas as afirmaçoes, os grupos devem ser homogêneos, não havendo diferenças significativas nas características, que possam ser determinantes do resultado do experimento. Os autores apresentavam um vies no grupo de pacientes histerectomizadas, pois estas apresentavam maior incid^^encia de cirurgias para incontinencia urinaria de esforço (49%) em seus antecedentes. Para diminuir a influencia deste aspecto os autores criaram subgrupos na tentativa de diminuir a influencia dos grupos de risco. Mas este trabalho não identifica as pacientes que realizaram histerectomia e não apresentam incontinencia tipo III e tambem não consegue caracterizar se a histerectomia, por si so, representa aumento de risco no desenvolvimento de deficiencia esfincteriana intrinseca. Portanto devemos aguardar outros estudos, que possam confirmar a histerectomia como causa de deficiencia esfincteriana extrinseca.

José Carlos de Souza Trindade Filho

index.1.jpg (1480 bytes)

| Resumos Comentados  | Links | Seção Experimental | Ponto de Vista | Autores | Apoio |
| Fórum de Discussão | Seçao Pôster | Artigos de Revisão | Atualidades | Calendário | Conselho Editorial | Home |