O aumento do número de exames complexos utilizados no diagnóstico da incontinência urinária requer uma análise cuidadosa, levando-se em consideração os riscos e benefícios para cada paciente.
A avaliação objetiva e quantitativa da perda urinária é importante para o estabelecimento da gravidade do caso e para avaliação dos resultados obtidos com o tratamento.
O músculo elevador do ânus tem diversas funções, é importante no controle da evacuação, micção, contensão dos órgãos abdominais e para a satisfação sexual da mulher. Alterações em sua estrutura podem ocasionar incontinência urinária e fecal, dificuldade no relaxamento perineal durante trabalho de parto, enterocele, e anorgasmia1. O músculo elevador do ânus é composto por fibras de contração lentas e rápidas, é inervado pelo nervo pudendo2. Na contração do períneo ocorre inibição do centro sacral da micção, este é denominado de reflexo períneo-detrusor3.
A avaliação da musculatura do assoalho pélvico pode ser feita pela visualização da contração muscular, pela palpação, ou ainda de forma objetiva utilizando-se perinêometro. Diferentes tipos de equipamento de biofeedback são utilizados para avaliação objetiva da força muscular. KEGEL4 em 1948, foi o primeiro a descrever equipamento com esta finalidade, utilizava uma sonda endovaginal e um manômetro, que permitiam detectar a elevação da pressão intravaginal durante a contração do assoalho pélvico. Este método permetia determinar o pico de contração e a duração da contração muscular4.
O objetivo deste estudo foi determinar o valor da força do assoalho pélvico, utilizando a avaliação visual, funcional e objetiva, no diagnóstico da incontinência urinária feminina.