O objetivo deste estudo foi avaliar o valor da força da musculatura do assoalho pélvico no diagnóstico da incontinência urinária feminina. Foram estudadas 101 mulheres divididas em dois grupos, o grupo I (GI) foi composto por pacientes (n=51) com perda urinária (incontinentes) e grupo II (GII) (n=50) sem perda urinária (continentes). Foram estudados os seguintes parâmetros: avaliação visual, funcional e objetiva do assoalho pélvico. A avaliação funcional da força muscular do assoalho pélvico de mulheres com perda urinária revelou déficits significantes na força e percepção quando comparado ao grupo de mulheres sem perda urinária. Quando comparamos a força muscular medida de maneira objetiva, utilizando um perinêometro, notamos que as pacientes do GII apresentavam, em média, pico máximo (38,4cm H2O) significativamente maior comparada ao GI, (26,1cm H2O). A contração média foi de 28,1cm H2O para o GII, e de 15,4cm H2O para o GI. A duração média da contração foi de 11,8 segundos para o GII e 8,9 para o GI. Concluímos que mulheres incontinentes têm pior percepção e força muscular do assoalho pélvico significativamente menor que mulheres continentes.