O tratamento da incontinência urinária por eletroestimulação endovaginal e exercícios perineais representa uma alternativa a outras terapias. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficácia desse tratamento em pacientes com incontinência urinária.
De janeiro de 1998 a maio de 2000, 30 mulheres com média de idade de 54 anos foram estudadas. Todas as pacientes apresentavam incontinência urinária de esforço e 70% destas, incontinência de urgência, com seguimento médio de 7 meses. Os critérios de seleção foram baseados na história clínica, avaliação objetiva da musculatura perineal com perineômetro e estudo urodinâmico. O protocolo de tratamento consistiu de 3 sessões semanais de eletroestimulação endovaginal ( INNOVA ) durante 14 semanas. A partir da 5ª semana, a fisioterapia foi iniciada associada a estimulação elétrica. Observou-se diminuição significativa do número de micções nas 24hs e da urgência miccional no pós tratamento (p<0,01). No teste do absorvente de uma hora ocorreu uma redução de 13,9g para 5,9g no pós-tratamento (p<0,01). A avaliação objetiva da força muscular em todas as pacientes revelou aumento significativo no pós tratamento (p<0,01). Houve correlação positiva entre o fluxo urinário máximo e as diferentes variáveis urodinâmicas tais como pressão uretral máxima em repouso (PUmáx) e aos esforços (Stop Test), e pressão de perda sob esforço (PPE). Observamos correlação positiva entre pressão de perda sob esforço (PPE) e Stop Test. Mais de uma centena de procedimentos cirúrgicos ou tratamentos conservadores foram preconizados para o controle da incontinência urinária. O grande número de procedimentos revela que embora tenham sido feitos progressos nessa área, não há um tratamento ideal para incontinência urinária de esforço. Resultados satisfatórios com eletroestimulação e exercícios perineais podem ser alcançados principalmente com pacientes que estão relutantes a cirurgia devido a problemas pessoais, clínicos ou a contra indicações cirúrgicas.

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