Tipo 0:
A paciente tem uma história típica de perda urinária aos esforços, porém não conseguimos demonstrá-la no exame clínico ou durante a urodinâmica. Provavelmente a contração do assoalho pélvico durante o esforço, seja a causa da paciente não perder nas manobras provocativas do exame. Na vídeourodinâmica o colo vesical e a uretra proximal estão fechados ao repouso e situados ao nível ou acima da borda inferior da sínfise púbica. Durante o esforço o colo e a uretra proximal abrem mas não ocorre perda (Fig 1).

Tipo I:
Durante o repouso o colo vesical está situado bem acima da margem inferior da sínfise púbica . No momento do esforço o colo vesical e a uretra proximal se abrem e descem menos de 2 cm, ocorrendo perda urinária durante o período de aumento da pressão intrabdominal, que geralmente é elevada (> 65 cm/H2O). Normalmente não existe cistocele ou apenas um discreto grau (Fig. 2).

Tipo II A:
Durante o repouso o colo vesical está fechado e situado acima da margem inferior da sínfise púbica. Durante o esforço o colo vesical e a uretra proximal se abrem e descem mais de 2 cm, observa-se uma cistouretrocele com rotação inferior e perda urinária. Podemos ter a presença de uma incontinência urinária tipo II A junto com uma incontinência esfincteriana, observada pelo baixo valor do Vasalva Leak Point Pressure. (Fig. 3).

Tipo II B:
O colo vesical esta fechado ao repouso e situado ao nível da borda inferior da sínfise púbica ou abaixo dela. Durante o esforço pode ou não haver mais descida da bexiga, e ocorre perda urinária com a abertura do colo e da uretra proximal, geralmente com pressão de perda acima de 65 cm/H2O. A incontinência tipo II B também pode coexistir com a incontinência esfincteriana, e nesse caso observaremos baixa pressão de perda (<60 cm/H2O) (Fig. 4).

Tipo III:
Observa-se o colo vesical e a uretra proximal abertos ao repouso e na ausência de contração detrusora. A perda urinária ocorre com uma mínima elevação de pressão intravesical (< 60 cm/H2O), ou apenas com a posição ortostática. A uretra proximal já não funciona mais como esfincter (Fig. 5).