barref.gif (2902 bytes)

O mecanismo envolvido na perda urinária é desconhecido. Provavelmente ocorre o desencadeamento de micção reflexa envolvendo a ação de um "gatilho"3. O distúrbio ocorre em ambos os sexos, mas aparece com maior freqüência em mulheres. Habitualmente os sintomas aparecem entre os 5 e 7 anos de idade e tendem a desaparecer após a adolescência, entretanto pode persistir na idade adulta. O uso da denominação de "enuresis risoria" foi proposta por De Jonge como forma de caracterizá-la como micção involuntária e de característica "normal" desencadeada pelo riso. A maioria dos autores acredita que o problema esteja ligado a um distúrbio específico do sistema nervoso central, entretanto o exame neurológico e o uso da eletroencefalografia não revelaram alterações. A ocorrência do problema pode ser maior do que se presume. Expressões populares como "Ri tanto que urinei nas calças" ou "Ri tanto que quase molhei as calças" indicam que o fenômeno possa aparecer em graus variáveis de intensidade, por vezes suficientemente intensos e associados a perda urinária. Em determinadas situações apenas a urgência aparece4. A risada ou gargalhada se constituiria em um estímulo específico com atuação no reflexo da micção e a incontinência do riso representaria apenas uma variação na sensibilidade fisiológica ou controle específico. Na idade adulta é raro que a perda urinária se torne um problema sério para as atividades diárias. Para crianças foi descrito resultados satisfatórios com o uso de metilfenidato 3 a 4 vezes por dia5. Arena e colaboradores, com o uso de imipramina, trataram com sucesso uma adolescente com o distúrbio1.