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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Uretropexia vaginal retropúbica com cistometria intraoperatória no tratamento da incontinência urinária de esforço.
    Clark, A.D.; Salloum, M.S.
    Departmento de Uroginecologia, St Mary’;s Hospital, Portsmouth, Hampshire, UK
    BJU International
    Volume 88(1) July 2001 pp 49-52


RESUMO

OBJETIVO: Determinar a eficácia da uretropexia vaginal retropúbica com cistometria intraoperatória no tratamento da incontinência urinária de esforço.: Cem pacientes com incontinência urinária de esforço genuine avaliada por exame urodinâmico sbmeteram-se ao procedimento e foram seguidas por 1 ano, 96 completaram o seguimento (quatro perderam o seguimento).: com 1 ano, 91 pacientes (95%) foram curadas da incontinência de esforço e 5 (5%) falharam, com desenvolvimento de incontinência de esforço recorrente. A principal complicação foi a erosão da sutura (6%).

CONCLUSÃO: Este método de uretropexia produziu resultados excelentes até o momento, com baixas taxas de complicações e de morbidade, e continua a ser nosso tratamento de escolha. Um estudo randomizado controlado comparando com procedimentos padrão estabelecidos seria bem vindo.

 

                                 COMENTÁRIO EDITORIAL

Os autores utilizam um método que aparentemente melhora, pelo menos a curto prazo, as chances de sucesso no tratamento da incontinência urinária de esforço. Após abertura em "T" invertido da mucosa vaginal e dissecção da uretra, um fio de poliéster (Ethibond ExelTM, Johnson-Johnson, UK) é suturada no periósteo, inicialmente no arco subpúbico e, posteriormente em direção ao espaço retropúbico (ramo inferior do púbis) o mais próximo possível do periósteo ou do arco tendíneo. Durante o procedimento é mantida uma Vela de Hegar 8 mm intra uretral para evitar obstrução ou trauma da uretra. O intuito do procedimento é formar uma rede de sustentação da uretra e colo vesical. Outro aspecto que merece comentário é a utilização da cistometria intraoperatória para definir o grau de correção a ser instituído. Um transdutor de pressão é colocado por via supra-púbica e "pressão de perda sob anestesia geral é determinada" efetuando-se compressão do abdome (enchimento vesical de 400 ml). Após a colocação dos pontos, faz-se nova compressão abdominal e é avaliada a eficiência das suturas (compressão abdominal de no mínimo 70 cm H2O e até 30cmH2O superior à pressão inicial de perda). Caso a incontinência persista é realizado um segundo plano de sutura. O uso de técnicas cistométricas para avaliação da tensão (ou falta dela) a ser aplicada sobre a uretra ou colo vesical tem sido utilizado por alguns autores.
Os resultados obtidos foram muito bons, com 95% das pacientes curadas mas é conveniente ressaltar 2 aspectos: 1. Seleção das pacientes. Todas com perdas urinárias decorrentes, primariamente, de hipermobilidade (ausência de pacientes com disfunção esfincteriana intrínseca). 2. Seguimento médio curto. A maioria dos casos de recorrência da IUE aparece nos 2 primeiros anos de seguimento. Um ano é pouco tempo para avaliação adequada de uma técnica. Erosão vaginal da sutura foi a principal complicação, aparecendo em 6% das pacientes, com necessidade de retirada da sutura na metade das doentes.

Aparecido Donizeti Agostinho

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