A cinesioterapia é a terapia através dos movimentos. Os movimentos ou exercícios são usados como forma de tratamento desde a pré-história, tendo como base o preceito de que os movimentos voluntários repetidos proporcionam aumento da força muscular1. Outros efeitos benéficos podem ainda ser obtidos por estes exercícios tais como a resistência à fadiga, melhoria da mobilidade, da flexibilidade, e da coordenação muscular.
A força é a habilidade que tem um músculo ou grupo muscular para desenvolver tensão que resulte em um esforço máximo, tanto dinâmico quanto estático, em relação à resistência imposta a esta musculatura2. A força de um músculo é medida por testes manuais ou utilizando-se equipamentos específicos, onde gradua-se a resposta da contração muscular contra a gravidade ou uma resistência máxima. Estes testes musculares irão avaliar a força, assim como o grau de déficit do músculo3.
Diferentes fatores podem alterar a estrutura e função da fibra muscular desde a freqüência da sua utilização até o estado nutricional do organismo, demonstrando que o padrão muscular pode variar bastante4.
Os exercícios devem fazer parte de um programa de tratamento com prescrição apropriada e que resulte em melhora da função muscular. Os exercícios utilizados como terapia baseiam-se na hipótese de que os músculos se adaptam as sobrecargas a que são submetidos5. Desta forma,para que ocorra um aumento na força, este músculo deve ser requisitado repetidamente contra uma resistência cada vez maior, sem produzir trauma5.
O propósito final de um programa de exercícios é melhorar a função ou atuação de um músculo ou grupo muscular5.
Existem métodos de facilitação como técnica de reflexos, estimulação elétrica ou biofeedback que estimulam ou assistem o programa de exercícios terapêuticos. À medida que a força melhora, a assistência é menos necessária e o exercício pode ser feito mais ativamente5.
Os objetivos do programa são o aumento da força muscular ou resistência à fadiga, e da coordenação dos movimentos. A resistência utilizada é importante e irá variar na dependência do objetivo do programa de exercícios5.
No modelo médico convencional os pacientes estão acostumados a serem tratados passivamente, muitas vezes não compreendem a necessidade de sua participação e esforço. A indicação de um programa de exercícios como forma de tratamento deve ser convincente por parte do médico e do terapeuta para que o paciente participe do processo de tratamento.