Com relação ao início das ocorrências de incontinência urinária, notamos diferença estatística significativa, tendo o grupo 1 apresentado média de 2 anos e o grupo 2 média de 5 anos (p<0,05), indicando que as mulheres que sofrem de urgência miccional provavelmente se antecipem na queixa em relação àquelas com IUE.
Não houve diferenças estatisticamente significativas no número de gestações entre os grupos (p>0,05) (Tabela 4).
Na correlação das circunstâncias de perdas, notamos que 70% das mulheres do grupo 1, relataram perdas aos esforços como tosse, espirro e riso, e nunca tiveram tais episódios no repouso ou nas mudanças de decúbito. Enquanto que as mulheres do grupo 2, 33,2% relataram perdas aos esforços e 90% perdas urinárias no repouso e/ou nas mudanças de decúbito (p<0,05).
Quando comparamos o tempo de aviso entre os grupos verificamos que as mulheres com IUE têm um tempo médio de aviso de 20 minutos contra 2 minutos das com IUU (P<0,01). Demonstrando que as mulheres que apresentam incontinência urinária de urgência têm um tempo de aviso menor (Tabela 4).
Com relação a ocorrências de manobras provocadoras, ou seja, ouvir o barulho ou mexer com água, não houve diferença estatisticamente significativa entre as pacientes dos grupos.
Com relação ao número de trocas de absorvente ou peças íntimas por dia, as pacientes com IUE referiram em média 3,0 trocas/dia contra 5,0 trocas/dia das com IUU, demonstrando que as mulheres com IUU apresentam maior número de perdas urinárias em relação àquelas com IUE, houve uma correlação estatisticamente significativa (p< 0,01) (Tabela 4).
O número de micções/dia foi em média no grupo com IUE, 6,1 e no grupo com IUU, 6,7 micções/dia, não observamos diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (p>0,05), (tabela 4). Entretanto houve diferença estatisticamente significativa em relação a ingesta líquida, demonstrando que as mulheres com IUE ingerem uma média de 1,8l/24hs contra 1,3l/24hs das com IUU (p<0,05) (Tabela 4).
Notamos que as mulheres com IUE apresentaram uma média de 0,9 micções noturnas contra 1,7 das com IUU, demonstrando diferença estatisticamente significante (P<0,05) (Tabela 4).
Utilizando a escala visual análoga, observamos que, a sensação de umidade foi de 31,8% no grupo I (IUE) contra 62% do grupo 2 (IUU), houve diferenças estatisticamente significativas. Notamos ainda que 50% das mulheres relataram incômodo nos afazeres diários e na relação social no grupo 1 (IUE) contra 75,9% no grupo 2 (IUU) (p<0,01).
Na comparação dos resultados do teste do absorvente, o grupo com IUE apresentou uma média de 1,5 gramas contra 2,7 gramas daquelas com IUU mostrando que as pacientes com IUU apresentam uma maior perda urinária objetivamente demonstrável. A diferença foi estatisticamente significante entre os grupos (p<0,05) (Tabela 4).