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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Taxa de incontinência urinária de esforço recorrente após uretrolise retropúbica.
    Petrou SP, Young PR.
    J Urol 2002 Feb;167(2 Pt 1):613-5


RESUMO

PROPÓSITO: Nós determinamos a taxa de recorrência da incontinência urinária de esforço feminina após uretrolise retropúbica sem um procedimento antiincontinência concomitante.

PACIENTES E MÉTODOS: Nós revisamos os prontuários de todas as mulheres que foram submetidas a uretrolise em nossa instituição por obstrução uretral devido a procedimento antiincontinência. O estudo foi limitado a pacientes que foram submetidas a uretrolise retropúbica sem uma operação antiincontinência síncrona ou interposição de um retalho para obstrução associada a um sling suburetral. Variáveis revisadas incluíram a história de uretrolise, sucesso da uretrolise retropúbica e incidência de incontinência urinária após a cirurgia. 

RESULTADOS: Um total de 12 pacientes preencheu nossos critérios para o estudo, dos quais uma apresentava incontinência urinária de esforço antes da uretrolise retropúbica.   De 12 pacientes 10 obtiveram sucesso após a uretrolise retropúbica e 2 melhoraram, mas sem sucesso em função de urgeincontinência urinária. Dispositivos protetores foram necessários no pós-operatório para incontinência urinária em 5 de 12 pacientes, incluindo 3 (25%) e 2 (17%) devido à incontinência de esforço e de urgência, respectivamente. Novo começo de incontinência urinária de esforço se desenvolveu no pós-operatório em 2 de 11 pacientes (18%) que não apresentavam incontinência antes da uretrolise retropúbica. História prévia de uretrolise, com falha, não aumentou significantemente a taxa de incontinência no pós-operatório.

CONCLUSÕES: Embora a uretrolise retropúbica tenha um potencial maior de sucesso para resolver a obstrução uretral, pode causar uma incidência maior de incontinência urinária de esforço em relação a abordagens transvaginais. Não há necessidade clara para procedimento antiincontinência síncrono no momento da uretrolise retropúbica.

Comentário Editorial:
Os slings pubovaginais ganharam ampla aceitação como método terapêutico no tratamento da incontinência urinária de esforço. Inicialmente reservados para pacientes portadoras de disfunção esfincteriana intrínseca e com incontinência urinária grave, atualmente passaram a ser utilizados também para pacientes com incontinência “anatômica”. Apesar dos elevados índices de sucesso, a morbidade do sling pubovaginal não é desprezível. A mais temida das complicações é a obstrução que pode ser leve e determinar sintomas irritativos ou, nos casos mais graves, levar à retenção urinária e necessidade de cateterismo intermitente. Quando se propõe uretrolise a principal preocupação da paciente é retornar ao estágio anterior da cirurgia. Os procedimentos com abordagem vaginal levam a índices de sucesso que variam de 50 a 80% e taxas de retorno aos quadros de incontinência que variam de 0 a 20% das pacientes, embora na maioria dos trabalhos se situe em torno dos 5%. Por via retropúbica os índices de sucesso da uretrolise são ligeiramente superiores e chegam a 84% dos casos.
Neste trabalho, com abordagem retropúbica, os autores observaram desenvolvimento de IUE em apenas duas de onze pacientes (18%). Embora a casuística seja pequena não parece haver necessidade clara de procedimento antiincontinência síncrono com a uretrolise.

Aparecido Donizeti Agostinho

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