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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Remoção do cateter transuretral durante o estudo urodinâmico pode desmascarar incontinência urinária de esforço.
    Maniam P, Goldman HB.
    J Urol 2002 May;167(5):2080-2 


RESUMO

PROPÓSITO: A medida da Pressão de Perda sob esforço pode ter papel importante no algoritmo de tratamento de mulheres com incontinência urinária de esforço. Entretanto, algumas pacientes com incontinência urinária de esforço podem não apresentar perdas durante o estudo urodinâmico padrão e, assim, a Pressão de Perda sob esforço não pode ser determinada. Nós fizemos a hipótese de que o cateter transuretral pode inibir a perda durante a urodinâmica.

PACIENTES E MÉTODOS: Nós avaliamos 21 pacientes consecutivas que se apresentaram com queixas de incontinência urinária de esforço e que falharam em apresentar perda durante o estudo urodinâmico. Uma cistometria foi realizada, seguida por urodinâmica utilizando um cateter 6 Fr transuretral. Quando a incontinência urinária de esforço não foi notada, o cateter foi removido e a pressão de perda foi medida utilizando-se um cateter de pressão intraabdominal.

RESULTADOS: Nenhuma mulher apresentou perda durante a urodinâmica com o cateter locado, porém 11 de 21 apresentaram perda após a remoção do cateter. Todas as 11 pacientes com perdas após a remoção do cateter mostraram perdas à cistometria simples, executada durante o exame físico. A pressão de perda sob esforço naquelas pacientes com perda foi de 67 cmH2O.

CONCLUSOES: Pacientes com história de incontinência urinária de esforço e naquelas com um teste positivo durante exame físico (cistometria simples) que não apresentaram perda durante a manobra de Valsalva ao estudo urodinâmico deveriam repetir a manobra de Valsalva sem o cateter uretral. Esta técnica pode desmascarar incontinência urinária de esforço e permitir a medida da pressão de perda sob esforço.

                                  COMENTÁRIO EDITORIAL

Parcela ponderável das pacientes encaminhadas para estudo urodinâmico não apresenta perdas urinárias durante a manobra de Valsalva durante a realização da PPE (Pressão de Perda sob Esforço). Algumas pacientes não perdem por contração voluntária do esfíncter em função do aspecto constrangedor do exame. A doente tem consciência da perda e, involuntariamente procura evitar a incontinência aumentando o tônus da musculatura peri-uretral.  Outra parcela das pacientes não consegue reproduzir, no ambiente do estudo urodinâmico, as situações em que ocorrem os episódios de incontinência fora do laboratório. Independentemente do motivo acredita-se que, em geral, estas pacientes têm perdas urinárias com pressões abdominais relativamente elevadas. É curioso observar que no trabalho de Manian e Goldman as pressões de perda médias obtidas foram relativamente baixas (67 cmH2O) caminhando contra esta noção usual. Os autores fizeram a hipótese de que o cateter, em algumas pacientes, pode exercer efeito compressivo sobre os tecidos circunjacentes, auxiliar no efeito selante da uretra e diminuir a chance de perda urinária. Outro aspecto digno de nota é que a retirada do cateter uretral desmascarou a incontinência urinária de esforço apenas em pacientes que perderam urina ao exame físico (cistometria simples), mas em nenhuma mulher que durante o exame não perdeu urina com as manobras.

Aparecido Donizeti Agostinho

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