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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Determinantes de insatisfação da paciente após procedimento de “tension-free vaginal tape” para incontinência urinária.
    Deval B, Jeffry L, Al Najjar F, Soriano D, Darai E.
    J Urol 2002 May;167(5):2093-7


RESUMO

PROPÓSITO: nós identificamos os determinantes de satisfação das pacientes após o procedimento do “tension-free vaginal tape”.

PACIENTES E MÉTODOS: Nós analisamos retrospectivamente os dados de 187 mulheres consecutivas com incontinência de esforço (133) e mista (54). A taxa objetiva de cura foi avaliada por uma escala visual análoga e pelo questionário Contilife.

RESULTADOS: Seguimento médio foi de 27 meses (variação de 6 a 34). A taxa global de complicações foi de 35,3%. As maiores complicações peri-operatórias e pós-operatórias foram lesão vesical em 9,6% dos casos, retenção urinária em 6,4%, dificuldade em urinar em 10,7% e aparecimento de sintomas de urgência em 21,3%. As taxas globais de cura objetiva e subjetiva foram 90,4% e 70,6%, respectivamente. O escore médio pré-operatório e pós-operatório obtido a partir da escala visual análoga mais ou menos desvio-padrão foi de 6.2 +/- 2.4 e 0.9 +/- 2.2, respectivamente (p = 0.0001). A taxa subjetiva de cura foi significantemente menor nas mulheres que se submeteram ao procedimento sob anestesia geral ou espinal do que aquelas que receberam anestesia local (p = 0,01). Esta diferença foi relacionada à taxa de surgimento de sintomas de urgência. O escore médio da escala visual análoga pós-operatória em mulheres com e sem aparecimento de sintomas de urgência foi de 2.2 +/- 3.2 e 0.2 +/- 0.7, respectivamente (p = 0.0001). Não foram detectadas diferenças na taxa subjetiva de cura de acordo com a idade da paciente, “status”menopausal, cirurgia prévia para incontinência, índice de massa corporal, procedimentos associados à cirurgia do “tension-free vaginal tape” ou a classificação de Ingelman-Sundberg.

CONCLUSAO: Estes resultados confirmam que a cirurgia do “tension-free vaginal tape” é associada com uma taxa de cura objetiva alta, mas uma taxa subjetiva menor de cura. O procedimento realizado utilizando-se anestesia local foi associado com uma menor incidência de dificuldade miccional e surgimento de sintomas de urgência.

                                    COMENTÁRIO EDITORIAL
O uso do TVT tem sido ampliado consideravelmente no Brasil nos últimos anos. A simplicidade técnica, rapidez de execução e a baixa morbidade permitiram a adoção deste procedimento por parcela considerável dos urologistas e ginecologistas envolvidos no tratamento da IUE. Os altos custos do Kit, entretanto, limitaram o acesso para pacientes de menor poder aquisitivo. Os índices de sucesso são elevados, com variação de 70 a 95%. Houve diferença significativa de satisfação entre pacientes submetidas ao procedimento com anestesia local e com anestesia geral ou regional. Embora o autor não discuta este achado, é provável que a dificuldade de modular a posição da fita de prolene na posição ideal, abaixo da uretra esteja ligado ao desenvolvimento de sintomas de urgeincontinência no pós-operatório. Em pacientes com anestesia local as manobras de esforço podem, em tese, ser executadas de maneira mais fidedigna com o real. Por outro lado, pacientes com anestesia regional ou geral não podem ser adequadamente avaliadas e é provável que a fita fique mais próxima da uretra induzindo obstrução e/ou sintomas de urgência. Aspecto que deve ser ressaltado, e que não aparece com a mesma freqüência em outros artigos, foi a presença de taxas elevadas de complicações peri-operatórias e pós-operatórias, com lesão vesical em 9,6% dos casos, retenção urinária em 6,4%, dificuldade em urinar em 10,7% e sintomas de urgência em 21,3% das pacientes. Os índices de sucesso, para o período de seguimento, são similares aos de técnicas consagradas como a cirurgia de Burch ou o "sling" pubovaginal.

Aparecido Donizeti Agostinho

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