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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • “Sling” pubovaginal e correção do prolapso pélvico em mulheres com incontinência urinária de esforço oculta: efeito nos sintomas pós-operatórios de esvaziamento e miccionais.
    Barnes NM, Dmochowski RR, Park R, Nitti VW.
    Urology 2002 Jun; 59(6):856-60


RESUMO

OBJETIVOS: Determinar a morbidade peri-operatória de realizar um “sling” pubovaginal concomitante à correção de prolapso em mulheres com incontinência de esforço oculta (ou potencial), particularmente sobre a disfunção miccional e de esvaziamento.

MÉTODOS: Nós revisamos as anotações de 38 mulheres com grau 3-4 de prolapso pélvico e incontinência de esforço oculta. Todas as pacientes submeteram-se a um teste de videourodinâmica com o prolapso não reduzido e, novamente com o prolapso reduzido por um pressário ou absorvente. A pressão de perda sob esforço foi determinada. Correção cirúrgica de todos os componentes do prolapso foi realizada concomitante à colocação do “sling” pubovaginal. Os resultados foram avaliados com respeito ao tempo para micção espontânea, retenção urinária permanente, desenvolvimento de incontinência de esforço ou urgeincontinência, resolução da urgeincontinência, e complicações peri-operatórias.

RESULTADOS: A media de idade foi de 72 anos, e a média de seguimento foi de 15 meses (variação de 6 a 39). O tempo médio requerido antes da micção espontânea ser recuperada sem a necessidade de cateterização foi de 11,8 dias (variação de 2 a 46). Nenhuma paciente desenvolveu retenção urinária permanente. Duas (9,5%) de 21 mulheres sem urgeincontinência desenvolveram-na. Entretanto, urgeincontinência prévia resolveu em 45%. Uma mulher desenvolveu uma infecção da cicatriz suprapúbica, a qual se resolveu com tratamento conservador. Incontinência de esforço ocorreu em 2 mulheres (7%) aos 4 e 19 meses no período pós-operatório. Prolapso (uterino) clinicamente significante desenvolveu-se em 1 paciente dois anos após a cirurgia.

CONCLUSOES: A colocação de "sling" pubovaginal para mulheres com incontinência de esforço oculta que serão submetidas a correção de grandes prolapsos pélvicos é efetiva em evitar incontinência de esforço pós-operatória e tem pouco efeito negativo sobre o esvaziamento vesical. Deveria ser considerada em todas as mulheres com incontinência de esforço que submeter-se-ão à correção do prolapso.

                                COMENTÁRIO EDITORIAL

Sabe-se que pacientes com prolapso de alto grau podem apresentar incontinência oculta em 35 a 68% dos casos. O prolapso atua como “protetor” impedindo a perda urinária, comprimindo ou “dobrando” a uretra em situações de esforço. Estas pacientes não apresentam incontinência clínica, entretanto quando é efetuada a redução do prolapso é possível observar a perda urinária. Em até 22% das pacientes sem incontinência clínica, que foram operadas exclusivamente para a correção do prolapso, houve surgimento de IUE. Existe controvérsia se, realmente, é necessária a correção simultânea do prolapso e o uso de procedimento antiincontinência em função da potencial morbidade das cirurgias de "sling" (retenção urinária, sintomas irritativos, volume residual elevado). Neste trabalho os autores concluíram que efetuar simultaneamente os procedimentos tem baixa morbidade e devem ser considerados para pacientes com grandes prolapsos e incontinência urinária oculta.

Aparecido Donizeti Agostinho

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