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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Técnica de correção de cistocele e sling pubovaginal utilizando-se uma única peça de enxerto dérmico cadavérico.
    Chung SY, Franks M, Smith CP, Lee JY, Lu SH, Chancellor M.
    Urology 2002 Apr;59(4):538-41  


RESUMO

OBJETIVOS: Investigar a exeqüibilidade de usar uma única peça de enxerto  dérmico cadavérico para a correção de incontinência urinária de esforço (IUE) com cistocele concorrente.

MÉTODOS: Dezenove pacientes com IUE e cistoceles grau III combinadas foram tratadas. Onze de 19 pacientes foram submetidas previamente a correção de IUE. Todas as pacientes foram submetidas à correção combinada da cistocele e "sling" pubovaginal utilizando-se uma única peça de enxerto dérmico cadavérico  (3x7 cm). Uma única fita de enxerto dérmico foi colocada em direção longitudinal ao longo da vagina anterior. O seguimento distal do enxerto suportou a uretra, e a porção proximal deu suporte ao defeito central da cistocele e foi suturada à fáscia pubocervical. A média de seguimento foi de 28 +/- 4 meses e as pacientes foram monitoradas por meio do exame físico, estudos videourodinâmicos, e de uma escala visual análoga de sintomas vesicais.

RESULTADOS: De 19 pacientes, uma desenvolveu uma infecção aguda e falha do enxerto após apresentar-se com febre, corrimento, disúria e incontinência. O enxerto autolisado foi removido, e ela subseqüentemente submeteu-se a uma correção com fáscia autóloga, com sucesso. Das 18 pacientes restantes, 17 foram curadas de sua IUE, incluindo 10 que tinham tido correções prévias, e 16 não apresentaram recorrência da cistocele e 2 tinham cistoceles assintomáticas graus I e II. Uma paciente desenvolveu instabilidade do detrusor que foi tratada com medicação anti-colinérgica com sucesso. Não ocorreram casos de obstrução uretral. 

CONCLUSÕES: Embora o seguimento tenha sido curto, o uso de uma única peça de enxerto dérmico cadavérico para correção concomitante de cistocele e "sling" pubovaginal é factível e simples de realizar. Com mais de 2 anos de seguimento, documentado por estudos urodinâmicos, nem obstrução uretral nem recorrência de cistocele sintomática foram  encontrados.

                                      COMENTÁRIO EDITORIAL

O tratamento da paciente portadora de incontinência urinária de esforço deve ser global e, necessariamente, englobar a correção das distopias concomitantes. Não é incomum o achado de cistocele de grandes dimensões com necessidade de correção. Os autores utilizaram para a correção dos problemas uma fita de 3 por 7 cm (enxerto dérmico obtido de cadáveres) que foi colocada ao longo do eixo da parede vaginal anterior, dando suporte à uretra e à base da bexiga. O enxerto foi suturado no complexo do ligamento uterosacro/cardinal (proximal) e, com o uso de fios de prolene, a distal foi fixada, sem tensão, na região suprapúbica (com agulha de Stamey). Pacientes com defeito central podem ser tratadas, com sucesso, por meio desta técnica que permite a suporte da uretra e do corpo vesical. Mesmo em um grupo composto predominantemente de pacientes com histórico de falhas cirúrgicas prévias houve sucesso na correção da IUE e do prolapso em 94% e 89% dos casos, respectivamente.

Aparecido Donizeti Agostinho

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