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JORNAL
DA INCONTINÊNCIA Resumos Comentados |
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OBJETIVOS: Investigar a exeqüibilidade de usar uma única peça de enxerto dérmico cadavérico para a correção de incontinência urinária de esforço (IUE) com cistocele concorrente. MÉTODOS: Dezenove pacientes com IUE e cistoceles grau III combinadas foram tratadas. Onze de 19 pacientes foram submetidas previamente a correção de IUE. Todas as pacientes foram submetidas à correção combinada da cistocele e "sling" pubovaginal utilizando-se uma única peça de enxerto dérmico cadavérico (3x7 cm). Uma única fita de enxerto dérmico foi colocada em direção longitudinal ao longo da vagina anterior. O seguimento distal do enxerto suportou a uretra, e a porção proximal deu suporte ao defeito central da cistocele e foi suturada à fáscia pubocervical. A média de seguimento foi de 28 +/- 4 meses e as pacientes foram monitoradas por meio do exame físico, estudos videourodinâmicos, e de uma escala visual análoga de sintomas vesicais. RESULTADOS: De 19 pacientes, uma desenvolveu uma infecção aguda e falha do enxerto após apresentar-se com febre, corrimento, disúria e incontinência. O enxerto autolisado foi removido, e ela subseqüentemente submeteu-se a uma correção com fáscia autóloga, com sucesso. Das 18 pacientes restantes, 17 foram curadas de sua IUE, incluindo 10 que tinham tido correções prévias, e 16 não apresentaram recorrência da cistocele e 2 tinham cistoceles assintomáticas graus I e II. Uma paciente desenvolveu instabilidade do detrusor que foi tratada com medicação anti-colinérgica com sucesso. Não ocorreram casos de obstrução uretral. CONCLUSÕES: Embora o seguimento tenha sido curto, o uso de uma única peça de enxerto dérmico cadavérico para correção concomitante de cistocele e "sling" pubovaginal é factível e simples de realizar. Com mais de 2 anos de seguimento, documentado por estudos urodinâmicos, nem obstrução uretral nem recorrência de cistocele sintomática foram encontrados. COMENTÁRIO EDITORIAL O
tratamento da paciente portadora de incontinência urinária de esforço deve ser global
e, necessariamente, englobar a correção das distopias concomitantes. Não é incomum o
achado de cistocele de grandes dimensões com necessidade de correção. Os autores
utilizaram para a correção dos problemas uma fita de 3 por 7 cm (enxerto dérmico obtido
de cadáveres) que foi colocada ao longo do eixo da parede vaginal anterior, dando suporte
à uretra e à base da bexiga. O enxerto foi suturado no complexo do ligamento
uterosacro/cardinal (proximal) e, com o uso de fios de prolene, a distal foi fixada, sem
tensão, na região suprapúbica (com agulha de Stamey). Pacientes com defeito central
podem ser tratadas, com sucesso, por meio desta técnica que permite a suporte da uretra e
do corpo vesical. Mesmo em um grupo composto predominantemente de pacientes com histórico
de falhas cirúrgicas prévias houve sucesso na correção da IUE e do prolapso em 94% e
89% dos casos, respectivamente. Aparecido Donizeti Agostinho |
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