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JORNAL DA INCONTINÊNCIA
URINÁRIA FEMININA

Resumos Comentados

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  • Técnica de correção de cistocele e sling pubovaginal utilizando-se uma única peça de enxerto dérmico cadavérico.
    Chung SY, Franks M, Smith CP, Lee JY, Lu SH, Chancellor M.
    Urology 2002 Apr;59(4):538-41  


RESUMO

OBJETIVO: Testar se exercícios antenatais supervisionados do assoalho pélvico reduzirão a incidência de incontinência de esforço pós parto em primigrávidas de risco com mobilidade do colo vesical, comprovada por ultra-som.

DESENHO: Ensaio controlado randomizado, cego. 

MONTAGEM: Clínica pré-natal no UK NHS Trust Hospital.

AMOSTRA: Duzentas e sessenta e oito primigrávidas atendidas na clínica pré-natal com aproximadamente 20 semanas de gestação com mobilidade do colo vesical, durante manobra de valsalva padronizada, de 5 mm ou mais de movimento linear. A idade média foi de 28 anos, variando de 16 a 47 anos. INTERVENÇÃO: As pacientes foram randomizadas para exercícios pélvicos supervisionados (n =139) atendidas por um fisioterapeuta em intervalos mensais da vigésima semana até o parto. Os exercícios compreenderam três repetições de oito contrações cada seguradas por seis segundos, com dois minutos de descanso entre as repetições. Estes foram repetidos 2 vezes diariamente. Com 34 semanas de gestação o número de contrações por repetição foi aumentado para 12. Ambas o grupo controle não tratado e o grupo de estudo receberam conselhos verbais sobre exercícios do assoalho pélvico de seus parteiros no período pré-natal. 

RESULTADOS PRINCIPAIS OBTIDOS: Relato subjetivo de incontinência de esforço com três meses do parto, força do assoalho pélvico, usando perineômetro, e mobilidade do colo vesical medido pelo ultra-som perineal. Resultados: Das 268 mulheres arroladas, informação do resultado da variável principal foi disponível para 110 no grupo controle e 120 no grupo estudo. Menos mulheres no grupo com exercícios supervisionados do assoalho pélvico relataram incontinência de esforço pós-parto, 19,2% comparado com 32,7% no grupo controle (RR 0,59 [0,37-0,92]). Não houve mudanças na mobilidade do colo vesical nem diferença na força do assoalho pélvico entre os grupos após os exercícios, embora todas aquelas que desenvolveram incontinência urinária pós-parto tiveram escores significantemente piores à perineometria em relação às continentes. CONCLUSÕES: Os achados sugerem que exercícios supervisionados do assoalho pélvico são efetivos em reduzir o risco de incontinência de esforço em primigrávidas com mobilidade do colo vesical. 

                                      COMENTÁRIO EDITORIAL

  O parto está associado à lesão do assoalho pélvico com potencial para o desenvolvimento de incontinência urinária aos esforços e prolapso. A possibilidade de prevenir estas lesões, por meio do fortalecimento desta musculatura é alentadora. Neste trabalho randomizado cego, as pacientes que não fizeram exercícios supervisionados apresentaram índices de incontinência urinária menores que as que receberam apenas orientação verbal (19,2% contra 32,7%). No que se refere ao fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico estes achados são similares às de outros autores que demonstraram ser fundamental a supervisão para a correta realização dos exercícios e a aderência da paciente ao tratamento proposto.  É curioso observar, entretanto, que não houve diferença significativa na força muscular medida pela perineometria entre os grupos estudados. Apenas as pacientes com incontinência urinária demonstraram força muscular significantemente diminuída. Cabe salientar que as pacientes eram primigestas, foram reavaliadas após três meses do parto e a incontinência foi classificada como leve em todas as pacientes que apresentavam perdas urinárias. Em muitos casos ocorre regressão espontânea das queixas com alguns meses adicionais de acompanhamento, porém estas pacientes formam grupo de risco para o desenvolvimento de IUE em longo prazo.

Aparecido Donizeti Agostinho

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