A análise das publicações mais recentes sobre o tratamento da fístula vesicovaginal indica que há aumento dos índices de sucesso no tratamento de fístulas complexas e/ou pós-radioterapia quando são empregadas técnicas com interposição de retalhos. Os resultados obtidos com a correção das fístulas vesicovaginais, por via abdominal ou vaginal, são equiparáveis entre si, entretanto a morbidade é maior quando se opta pela via abdominal. O principal fator que realmente norteia o tratamento das fístulas vesicovaginais, determinante para o sucesso do procedimento, é a experiência do cirurgião com a técnica a ser empregada.
As fístulas vesicovaginais apresentam-se como uma enfermidade com normas terapêuticas pouco padronizadas na literatura. Há uma clara necessidade de realização de trabalhos randomizados, com casuísticas amplas, com o intuito de comparar as técnicas e peculiaridades no tratamento das fístulas vesicovaginais. Somente assim poderemos determinar a melhor conduta a ser tomada nas diferentes situações onde esta enfermidade ocorre.